A COMPREENSÃO E A PRÁTICA DA CONTRIBUIÇÃO FINANCEIRA NA IGREJA

Consagração e Compromisso

A Bíblia nos assegura que a mais profunda vontade de Deus é nos abençoar! Esse é o jeito de Deus, pois Ele é o nosso Pai amoroso. Em contrapartida Ele espera que vençamos o egoísmo e exercitemos a gratidão. Então, para “pegarmos esse jeito”, Deus nos deu algumas orientações, exortações e promessas. E assim como acontece no caso do ensino aos filhos, também acontece conosco: na infância, em virtude da imaturidade, a lei é mais forte, mas na medida em que o ensino é interiorizado, compreendido e acolhido como bom, a prática requerida passa a ser uma decisão livre e não uma imposição vinda de fora.
A Bíblia nos ensina que o dinheiro e os bens materiais são bênçãos que Deus dá para os seus filhos! A Escritura ainda nos ensina que não podemos existir se Deus não nos der a vida; tampouco podemos possuir algo, a não ser que Deus nos dê.
Por isso, a forma como nos relacionamos com o dinheiro e com os bens materiais é um extraordinário termômetro do quanto temos compreendido que dependemos de Deus; de que é dele que depende a nossa segurança e vida. A forma como lidamos com os recursos financeiros revela o quanto temos compreendido quem somos e quem é Deus.
Em vista disso, não é por acaso que o assunto dinheiro e o anúncio da chegada do Reino de Deus, ocupem o primeiro plano no ensino de Jesus. O dinheiro e os bens materiais estão profundamente vinculados à nossa espiritualidade e, portanto, ao nosso estilo de vida.
Você percebe isso na sua vida?

1 – O ENSINO DO ANTIGO TESTAMENTO

O Antigo Testamento nos apresenta os fundamentos acerca de como Deus quer que tratemos o que Ele nos dá. Como filhos de Deus, precisamos saber como nosso Pai espera que a nossa relação com o dinheiro se estabeleça. A relação equilibrada na compreensão da origem dos bens materiais e do propósito de seu uso produz uma vida com significado.
Deus, no propósito de nos fazer lembrar que tudo vem dele estabeleceu basicamente duas práticas: a oferta de gratidão e o dízimo.

1.1 – A Oferta de gratidão

A oferta de gratidão brota espontaneamente de um coração convicto de que todo o bem, toda a graça e toda a prosperidade provêm de Deus. A oferta de gratidão é uma doação espontânea, voluntária. É dada a Deus por um motivo especial de agradecimento, sendo a expressão material da gratidão a Deus. A finalidade da oferta de gratidão é nos ajudar a reconhecer que todas as coisas vêm de Deus, expressando-o publicamente. Ao mesmo tempo, a oferta de gratidão nos ajuda a marcar episódios ou ações do senhorio de Deus sobre a nossa vida. Além disso, a oferta de
gratidão ajuda a vencer a avareza e o orgulho e nos encaminha uma vida simples e à confiança na providência de Deus.
A prática da oferta de gratidão encontra fundamentação na Bíblia de início ao fim. Veja a oferta dos irmãos Abel e Caim, em Gn 4.3-5. Ambos ofertaram. Contudo, Deus aceitou com agrado apenas da oferta de Abel, “ao passo que de Caim e de sua oferta não se agradou” (v.5). Onde estava a diferença? No coração! Caim trouxe uma oferta, mas Abel trouxe do melhor que ele tinha. O que não vem de um coração não é aceito por Deus.
A oferta de gratidão se fundamenta na certeza de que tudo vem de Deus, como bem diz o Salmo 24.1: “Do SENHOR é a terra e tudo o que nela existe, o mundo e os que nele vivem;”.

  • Tudo o que somos e possuímos vem de Deus. Você crê nisso?

Em Provérbios 3.9-10 lemos a seguinte exortação: “Honre o SENHOR com todos os seus recursos e com os primeiros frutos de todas as suas plantações e seus celeiros ficarão plenamente cheios, e os seus barris transbordarão de vinho”. Temos aqui uma promessa de mais bênção para quem honra a Deus com o que Ele lhe tem dado.
O exemplo mais vívido e profundo dessa gratidão e confiança em Deus é mencionado por Jesus em Mc 12.41-44. Ele observou a oferta da viúva pobre, que deu tudo o que tinha.
A oferta de gratidão, portanto, continuava sendo uma prática regular nos dias de Jesus. O exemplo da viúva pobre deixa bem claro que a oferta de gratidão é proporcional à gratidão e à confiança no Senhor. O gesto da viúva pobre confirma que a oferta de gratidão é uma expressão da espiritualidade de uma pessoa.
Por conseguinte, quando a oferta não é expressão de fé, de gratidão sincera e da vivência cristã, ela perde o sentido. Em vista da vivência não condizente com as exigências de Deus, o SENHOR manda o profeta Isaías anunciar em Jerusalém: “Parem de trazer ofertas inúteis!” (veja Isaías 1.13-15).

Por isso tudo é legítimo perguntar:

  • Até que ponto a pobreza material, na vida de um cristão, de uma família cristã ou
    de numa comunidade cristã espelha a pobreza espiritual vivida pelos seus membros?
  • Em que medida a pobreza material é reflexo direto da desobediência à Deus?

Veja o Deus disse através do profeta Ageu (Ag 1.1-11; 2.17).
Através de toda a Bíblia, a generosidade e a prática da justiça são respostas de gratidão por aquilo que Deus significa para a vida do crente. Daí se sustenta que a oferta de gratidão é proporcional à vitalidade e profundidade da espiritualidade de uma pessoa.
Como  está a sua espiritualidade?

1.2 – O dízimo

O dízimo, conforme a Bíblia, compreende a oferta de 10% da renda bruta e serve para a manutenção do “ministério espiritual” no povo de Deus.
Em Israel o dízimo era usado:
a) Para sustentar os levitas (funcionários do templo) e os sacerdotes.
b) Para as celebrações de gratidão.
c) Para sustentar os pobres da comunidade.
Encontramos inúmeras referências ao dízimo no AT. A entrega do dízimo era uma exigência da Lei:
“Todos os dízimos da terra, seja dos cereais, seja das frutas, pertencem ao SENHOR; são consagradas ao SENHOR. O dízimo dos seus rebanhos, um de cada dez animais que passem debaixo da vara do pastor, será consagrado ao SENHOR” (Lv 27.30,32).
“Separem o dízimo de tudo o que a terra produzir anualmente” (Dt 14.22). Encontramos dois princípios nesta exigência de Deus quanto ao dízimo:
a) Primeiro, o dízimo é santo! Isto é, pertence a Deus e a Ele deve ser entregue.
b) Segundo, o dízimo incide sobre toda a produção bruta e anual.
Em Dt 14.22-29 encontramos a finalidade pedagógica da oferta do dízimo:
a) Para aprender a temer a Deus: “para que aprendam a temer sempre o SENHOR, o seu Deus” (v. 23b).
b) Para que Deus abençoe o trabalho desenvolvido por cada um: “para que o SENHOR, o seu Deus, os abençoe em todo o trabalho de suas mãos” (v. 29b).

A prática de Israel:
Contudo, esta orientação de Deus nem sempre foi observada em Israel. Através dos profetas Deus chamou o povo ao arrependimento por causa desta desobediência e comunicou-lhes também as suas consequências.
Veja Ml 3.6-12. Deus literalmente diz: “Eu sou o Senhor que não mudo; vocês também não deixaram de ser filhos de Jacó”. Deus mostra uma realidade: nem Ele nem os israelitas mudaram, eles continuam sendo filhos de Jacó. Deus sempre amou Jacó e também não deixou de amar os seus filhos, embora eles tivessem puxado ao Pai (Jacó = aquele logra, Gn 27.36), logrando e enganado. Deus, através de seu mensageiro, mostra a sua bondade e fidelidade e, por outro lado, a rebeldia e desobediência de Israel (os filhos de Jacó). O profeta comunica que é por causa desse jeito de ser de Deus que Israel ainda não foi destruído.
Não há nenhuma idealização nem romantização da realidade do povo de Deus: o desvio da Palavra tem perpassado gerações! O apelo ao arrependimento tem sido expresso, mas a resposta não acontece. O povo não sente, não percebe que algo está errado.
Por isso, Deus mostra com clareza o que está acontecendo:

Vocês estão me roubando (v.8)!

O verbo “roubar”, empregado, tem dois sentidos no hebraico: “tomar à força” e “lograr/enganar”.
Os dois sentidos indicam que o povo estava tomando para si o que não era dele, o que não lhe pertencia.
Em vista desta afirmação de Deus, através do profeta, vem a pergunta “inocente” do povo, querendo justificar-se: “Em que te roubamos?”.

E Deus é claro e direto em sua resposta:

  • “Nos dízimos e nas ofertas” (v. 8).

As consequências desta atitude de desobediência estão expressas no v.9:

  • “Vocês estão debaixo de grande maldição, porque estão me roubando”.

O termo hebraico, traduzido como maldição, significa literalmente “desgraçado”. Isto é, estar sem a graça de Deus! Por isso: “amaldiçoado” significa literalmente “ser deixado sem forças para resistir”; “estar cercado por obstáculos”; “ficar abandonado à sua própria sorte”.
Deus está dizendo que, por causa de sua desobediência, o povo está ficando sem a sua ajuda, sem a sua bênção. Deus relembra o ensino conhecido em Israel: quem dá fica mais rico e o que retém o que deveria dar acaba perdendo o que tem.
Salomão diz em Provérbios: “Há quem dê generosamente, e vê aumentar suas riquezas; outros retêm o que deveriam dar, e caem na pobreza” (Pv 11.24).
O apóstolo Paulo apresenta a mesma verdade em 2 Co 9.6-11, quando diz: “Vocês serão enriquecidos de todas as formas, para que possam ser generosos…” (v.11).
O dízimo é um imperativo de Deus! É uma exigência de Deus! É por isso que não “damos” o dízimo, mas “entregamos” o dízimo. O dízimo é o mínimo que Deus espera de nós, para que o trabalho no seu Reino seja realizado. Entregar menos é reter o que pertence a Deus, é roubar de Deus, é lograr Deus!
Este é o grande desafio da obediência e da fé. Quem não entrega o que pertence a Deus perde a descoberta pessoal de que Deus dá bênçãos sem medida aos que obedecem à sua Palavra e creem nas suas promessas.
Na prática regular de entregar o dízimo existe um aprendizado fundamental e um princípio fundamental para a dinâmica da vida de fé: é apenas na obediência a Deus que experimentamos a sua bênção!
Não por causa da obediência em si, mas pelo fato de que, levarmos a sério o caminho que Deus nos indica e andamos, vamos experimentando que as suas promessas se concretizam (v. 10-11).

Pergunta:

  • Você tem retido para você o que pertence a Deus?
  • Quanto você tem retido do que pertence a Deus?

Deus recomenda fazer uma verificação avaliativa ao dizer, através do profeta Ageu:

  • Vejam aonde os seus caminhos os levaram! (Ag 1.1.5, 7).

E Deus mesmo responde por meio do profeta:

  • O trabalho das mãos de vocês foi prejudicado. Eu destruí todo o trabalho das
    mãos de vocês (Ag 1.11; 2.17).

E o Senhor Deus diz mais, fazendo um desafio, através do profeta Malaquias:

  • Tragam o dízimo todo ao depósito do templo. E então comprovem, ponham-me à prova e vejam se eu não vou abrir as comportas dos céus e derramar sobre vocês tantas bênçãos que nem terão como guardá-las (Ml 3.10-11).

Faça a prova! Experimente!

2 – O ENSINO DE JESUS NO NOVO TESTAMENTO

É fundamental para a nossa compreensão acerca das ofertas e do dízimo tomar ciência de que Jesus não viveu nem ensinou dentro de um vácuo histórico e cultural. Nos dias de Jesus o ensino referente as ofertas e ao dízimo continuavam em vigor.
O Senhor Jesus, todavia, não costumava apresentar leis rígidas, que deviam ser cumpridas à risca, como era costume no judaísmo da época. O Senhor procurava resgatar a essência de cada uma das ordenanças e o seu propósito.
O Senhor Jesus ensinava por meio de princípios, porque princípios requerem reflexão e decisão; e não podem ser seguidos mecanicamente. Ao mesmo tempo, porém, Jesus mostra que a observância prática de um princípio ou a sua não observância gera as suas consequências correspondentes.

2.1 – Jesus e o dízimo

O Senhor Jesus não revogou a prática do dízimo, ensinada no Antigo Testamento. No seu ensino, o dízimo continua como um indicativo, um parâmetro, uma lei a ser observada.
Todavia, a compreensão do dízimo é expandida por Jesus. Ele mostra que o cerne, o mais importante em se entregar o dizimo, não é o valor em si, mas a motivação, o coração com o qual você eu estamos ofertando.
Ao mesmo tempo, porém, Jesus ensina que tudo deve estar a serviço de Deus e do seu Reino. Nesse sentido, podemos dizer que Jesus não prega o dízimo, mas o “túdimo”.
Jesus convida a você e a mim para oferecermos a Deus tudo o que temos e isso inclui a nós mesmos. Não é que isto seja realmente um ensino novo, pois o AT inteiro ensina que tudo pertence a Deus, veja-se Sl 24.1, quando diz: “Do SENHOR é a terra e tudo o que nela existe, o mundo e os que nele vivem;”.
O Senhor Jesus nos ensina – e o mostra com sua vida – que podemos oferecer tudo a Deus e descansar nesta entrega. Isto porque o Pai celeste é poderoso para suprir todas as nossas necessidades e cuidar da nossa vida. Jesus nos ensina que o exercício de ofertar é um exercício de entrega e de confiança no cuidado de Deus. É neste exercício constante, regular, que vamos experimentando a providência de Deus.

  • Na medida em que fazemos o que Deus manda, não nos faltará.

Isto porque o Pai Celeste é a fonte de todas as bênçãos (Lc 12.22-34). Tudo vem dele e se Ele manda dar é porque vai repor o que nós passamos adiante. É isto que Paulo reforça quando estimula os crentes da Ásia Menor para uma oferta à Igreja em Jerusalém. Este exercício também vai ajudando a vencer o egoísmo e a ansiedade quanto ao futuro, para irmos experimentando, gradativamente, um descanso descansado em Deus.

2.2 – A primazia de Jesus e a primazia do Reino de Deus

O Senhor Jesus nos deixou dois princípios fundamentais. Ele disse:

a) Quem não renunciar a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo (Lc 14.25-33).
b) Busquem em primeiro lugar o Reino de Deus e todas as demais coisas que você precisam
serão acrescentadas por Deus (Lc 11.22-34)

Os dois princípios estão intimamente ligados e são complementares. Portanto, não devem ser tomados em separado. Se estes dois princípios forem acolhidos com o profundo desejo e determinação de colocá-los em prática, causarão uma revolução na sua vida. Eles vão gerar a luz necessária para todos os demais desdobramentos da sua vida cristã.
É importante, porém, lembrar uma coisa fundamental: estes são princípios dados para quem decide viver em obediência ao Senhor Jesus; são dados para quem têm consciência de que vive numa nova realidade; são dados para quem vive onde Deus reina.
Você entende o que o Senhor Jesus está dizendo?
Ele diz que precisa estar antes e acima de tudo se você quiser segui-lo.
Ele diz que você vai ter dificuldades para fazê-lo, enquanto Ele não for o Senhor absoluto de sua vida, enquanto você não lhe submeter tudo.
Ele diz que você vai ter reservas às suas exigências e que não vai querer obedecê-lo enquanto você não decidir que é Ele quem comanda a sua vida.
Jesus não aceita outros “senhores” comandando a sua vida.
Por outro lado, Jesus diz: se você se concentrar no Reino de Deus, que eu venho trazer, o meu Pai vai cuidar de todas as suas necessidades; você não vai mais ficar se preocupando com elas. O princípio é simples, não é? Este é o ensino. Agora, aplicá-lo exige mudar a mentalidade bem lá no cerne.
Agora a questão é decidir. É experimentar o que acontece. Faça a experiência! É a experiência de viver numa realidade nova. O Reino de Deus é real. É onde as promessas da Palavra de Deus podem ser vivenciadas. Esta é uma realidade maravilhosa; porém, desafiadora!

É a experiência da vida cristã.
É neste contexto de entrega e obediência que todas as questões relativas ao dinheiro e aos bens devem ser compreendidas. A prática de contribuir financeiramente para o Reino de Deus – concretamente: para a Igreja de Jesus Cristo – é um extraordinário exercício espiritual de confiança e obediência. É aqui que você pode se avaliar em seu desenvolvimento espiritual e em sua obediência a Deus. É aqui, no trato com o dinheiro, do concreto e do
verificável, que você percebe se está andando em obediência a Deus ou não. Aqui não se fala de coisas abstratas, que são difíceis de verificar, mas de algo que pode ser medido, contabilizado.

3 – A NOSSA PRÁTICA NA AME

É por causa desde ensino, desta orientação que encontramos na Palavra de Deus, que na AME não se estabelece nenhum valor de contribuição para os membros nem para quem frequenta os cultos. Isto porque toda a forma de ofertar é uma atitude de obediência, de confiança e de entrega.
Na medida em que você vai lendo a Bíblia, você vai descobrindo como Deus quer que você viva sua vida. E você vai precisar decidir, passo a passo, se você quer seguir esta orientação de Deus ou não. É por isso também que na AME não temos nenhum tipo de carnê ou controle de contribuição; pois esta é uma questão que você precisa tratar na sua relação com Deus. O que nos cabe fazer é informar o que Deus espera de você e recomendar que você acolha as suas recomendações.
Nosso desejo é que todos, conjuntamente, cresçamos na disposição de nos submetermos, mais e mais, ao ensino bíblico quanto a contribuição financeira no trabalho no Reino de Deus.
Em que ponto desta caminhada você está?
Experimente avançar, decida obedecer. Converse com os irmãos e as irmãs sobre o assunto. Pesquise mais na sua Bíblia sobre este assunto. Um bom começo é ler Lucas, capítulos 10-14 e Mateus, capítulos 5-7, onde Jesus fala das motivações e das preocupações da vida. Em 2 Co 8-9 você também encontra orientações sobre este assunto. Você ainda pode ler os profetas Ageu e Malaquias.

Lembre-se, o caminho da obediência a Deus é um caminho que conta com a promessa da bênção de Deus.
Siga em frente! Confie!

3.1 – Duas orientações para AME

Em 22 de setembro de 2009 Deus mandou convocar a liderança da AME e deu algumas orientações. Menciono duas aqui.
3.1.1 – O jeito como evangelizamos: a questão do senhorio de Jesus O jeito como evangelizamos tem a ver com a forma como anunciamos o Evangelho e nos relacionamos com as pessoas. Devemos anunciar Jesus como o Salvador – mas também como Senhor – de forma clara. É preciso ensinar que Jesus quer ser e deve ser também o
Senhor.
Deus disse que nós não amamos as pessoas o suficiente para nos importarmos com a sua vida pecaminosa. Somos criação d´Ele. Ele criou você para lhe dar uma vida boa e plena.
Deus quer que você saiba disso. Deus nos exorta para que nós não caiamos na tentação e no engano de pensarmos e
vivermos a nossa vida segundo os conceitos e parâmetros que nós estabelecemos para nós mesmos. Essas metas, alvos e sonhos – estabelecidos por você – não levarão você para esta vida que você anseia e que Deus quer que você tenha. Colocar os nossos desejos em primeiro lugar não nos trará a vida plena. Por isso, é necessário obedecer a Deus. A vida que você tem é presente. E pela obra de Jesus você é novamente d´Ele. Você não pertence a você.
Você é d´Ele. Você não tem domínio sobre a sua vida. Pertencemos a Deus e Ele quer que tenhamos vida plena. Com muito amor Deus presenteia a vida e Ele quer plenitude de vida para você. Para isso acontecer você precisa abrir mão do controle de sua vida.
Deus diz: Pare de reinar sobre a sua própria vida!
Por que Deus está dizendo isso? Para que você viva uma vida livre e despreocupada.
Deus quer retirar o fardo de preocupação que está sobre você. Deus quer cuidar da sua vida.

3.1.2 – O jeito como administramos o que Deus nos dá: exercício da mordomia cristã

Devemos estar cientes de que apenas administramos o que Deus nos dá. Tudo o que você tem não é seu. Tudo o que você é e tem pertence a Deus, é de Deus. Tudo o que você tem lhe foi dado para usufruir. Deus criou o mundo para presenteá-lo a nós. Deus presenteia e abençoa. Bênção é algo que ganhamos. Temos porque Deus deu. E usufruímos aquilo que não poderíamos ter com nossos próprios recursos. A sua vida é bênção de Deus. Se você pensa que conquistou algo com suas próprias forças, então, o que você tem já não será visto como bênção, já não será bênção.
O exercício de entregar o dízimo é uma forma constante dessa lembrança. Este exercício nos lembra da importância de repartir e de vencer o egoísmo. Mas porque a prática do dízimo gera tanta discussão? A relutância em entregar o dízimo surge sempre como um sintoma de uma realidade interior; surge como um sinal que revela onde está situado o centro da vida.
Se você reluta em entregar o dízimo é porque você ainda não tem clareza, nem aceita – na sua alma e mente – de que tudo o que você tem é porque Deus deu. Esta relutância surge porque você utiliza a matemática desse mundo, que está fundamentada na seguinte lógica: se eu der, vou ficar com menos e, por isso, vai me faltar. Mas a matemática de Deus é diferente, ela trabalha com a seguinte lógica: foi Deus quem deu, então, quando eu der adiante Ele vai repor aquilo que eu dei e ainda mais.
O exercício de entregar o dízimo permite a você verificar o seu nível de confiança em Deus, assim como verificar o nível de sua obediência a Deus. Além disso, o dízimo auxilia você a avaliar as suas prioridades de vida.
A advertência de Deus é muito clara em sua Palavra: quem retém o que Deus mandou dar você perde as bênçãos que Ele tinha reservado para presentear. Em 2 Co 9.6-11
Deus nos ensina isso. Os profetas Ageu e Malaquias nos ensinam que quando não damos ou fazemos aquilo que Deus ordena não prosperamos (veja Ml 3 e Ag 1-2).
Quem não entrega o dízimo quer progredir por esforço próprio e esse é o caminho muito mais difícil. O exercício do dízimo é um mandamento de Deus para o seu bem. A prática do dízimo é um termômetro da sua relação com Deus.
Jesus não fala do dízimo, mas do “túdimo”. Tudo deve estar a serviço de Deus. Os 90% que ficaram conosco continuam, todavia, sendo de Deus. E vão continuar sendo de Deus e à disposição de Deus, na medida em que a sua vida tiver a Deus como o centro.
Aos líderes da AME Deus disse que também neste aspecto devem liderar pelo exemplo.
Deus disse que as pessoas da AME serão conhecidas como as pessoas que são abençoadas por Deus – espiritualmente e materialmente. A AME será conhecida como um povo que Deus abençoa, porque vive segundo a sua vontade.
Nós devemos ter cuidado com o engano do Diabo. Deus fez a estrada, o caminho; mas o Diabo fez as valetas. O Diabo sempre quer que caiamos em uma das extremidades: ou na pobreza ou na riqueza. Deus, nosso Pai e criador, quer o seu bem-estar. Toda prosperidade e riqueza vêm de Deus, é bênção de Deus. Ter recursos financeiros não é pecado. Pecado é buscá-los como se fossem Deus. Este engano é muito bem ilustrado pela parábola do jovem rico, que não conseguiu se desprender do dinheiro para seguir Jesus. Seja uma bênção na família e no mundo com os recursos que Deus deu a você.
Lembre-se: o dinheiro é um ótimo servo, mas um péssimo dono.

Para contribuir com a AME:

Banco Sicredi

Associação Missionária Evangélica – AME

Banco: 748 (para quem faz DOC de outro banco)

Agência: 179

Conta Corrente: 548707

CNPJ: 08.896.315/0001-70